Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica está indicada para pacientes adultos que apresentam obesidade mórbida (IMS maior que 40), ou aqueles com IMC maior que 35 com doenças associadas importantes, que venham a se beneficiar clinicamente com a redução do peso. O paciente deve estar completamente consciente e disposto a mudar seu estilo de vida, seu padrão alimentar e seguir as orientações médicas.


Contra indicações
A cirurgia está contra indicada para pacientes que têm uma alta propensão a não seguir as instruções pós-operatórias e a orientação do médico e de sua equipe, bem como naquelas situações médicas que possam representar um risco adicional não justificável para o paciente.


Assim as contra indicações são:

-Pacientes com depressão endógena, alcóolatras e usuários de drogas ilícitas.


-Pacientes com hérnia hiatal volumosa, varizes esofágicas, doenças imunológicas ou inflamatórias do trato digestivo superior que os tornem predispostos a sangramento digestivo ou outras condições de risco.


-Pacientes com infecção estabelecida ou suspeitada, em qualquer parte do corpo, que possibilitem a contaminação da cirurgia.


-Pacientes que, devido à instabilidade emocional e/ou psicológica, sejam considerados, por algum membro da equipe multidisciplinar, de difícil acompanhamento e obediência às instruções dietéticas pós-operatórias. Crianças e adolescentes abaixo de 18 anos e nas mulheres grávidas.


Quais os riscos da cirurgia bariátrica?

Como todo procedimento médico, esta cirurgia traz consigo uma série de riscos, agravada pelo fato de que o paciente obeso, normalmente, já possui alterações circulatórias, respiratórias e cardíacas. Deiscência (abertura) dos grampos ou das anastomoses (emendas) pode ocorrer, podendo levar o paciente a uma nova cirurgia. Embolia pulmonar (sangue coagulado nos pulmões) e morte também podem ocorrer como em qualquer outra cirurgia. Entretanto, deve-se ressaltar que a relação entre o risco e benefício é sempre levada em conta no momento de se indicar um tratamento.


O obeso mórbido, como o próprio nome já diz, apresenta algumas doenças em percentual maior que a população normal e deve ser conduzido com extremo cuidado durante todas as etapas do pré, intra e pós operatório. Porém, deve-se enfatizar que as perpectivas sem a redução do peso são por demais sombrias, reduzindo a qualidade e a expectativa de vida se não fizer o tratamento. Comparando-se as taxas de morbidade (possibilidade de complicações) e mortalidade do tratamento cirúrgico com a morbi-mortalidade do não tratamento de pacientes com obesidade mórbida, a cirurgia apresenta vantagens óbvias e gritantes. Só pra ilustrar, a taxa de mortalidade do grupo de pacientes em fila de espera na fila do Serviço de Cirurgia da Obesidade do Hospital das Clínicas da USP é de 2,7%, ou seja, bem maior que a mortalidade cirúrgica, que é menor que 1%.