Doenças Associadas

Existem diversas doenças que têm uma frequência muito aumentada nos obesos. Estas doencas são as principais responsáveis pelo aumento das taxas de mortalidade, da diminuição da expectativa e da qualidade de vida são os motivos mais importantes da necessidade do controle de peso. Doenças como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia(aumento de gordura no sangue), doença coronariana(angina e infarto), doenças articulares, apnéia do sono, acidente vascular cerebral (derrame), varizes, flebites, trombose venosa, embolia pulmonar, hemorróidas, hérnias, insuficiência respiratória e cardíaca, além de diversas formas de câncer(mama, útero, vesícula biliar, etc), têm uma elevada prevalência entre os obesos e o controle dessas doenças, sem a redução de peso, torna-se extrematmente complicado. Problemas psicológicos e sociais, tais como sentir-se  mal dentro do próprio corpo, sentimentos de isolamento e discriminação, dificuldades afetivas e sexuais, frustação em relação ao vestuário, irregularidade no trabalho, perda do emprego são também frequentes e causa de grande sofrimento.


Como já foi dito, esses obesos possuem taxas de mortalidade maiores que a população de peso normal e estas taxas aumentam proporcionalmente ao IMC. A taxa de mortalidade de mulheres com 50% além do peso, por exemplo, é o dobro da taxa de mortalidade de mulheres com peso normal, subindo para oito vezes se houver diabetes associado. Em pacientes com obesidade severa, o risco de apresentar diabetes está aumentado cerca de 53 vezes e o câncer de endométrio 5,4 vezes.


Outros estudos mostram taxas de mortalidade até 12 vezes maiores em pacientes obesos mórbidos quando comparados com pessoas magras da mesma faixa etária. Um outro fato dramático que ilustra a gravidade da obesidade, e que mostra a baixa expectativa de vida deste grupo de doentes, é ilustrado ao se avaliar os indivíduos que entraram para o Guiness Book ( o livro dos recordes), em que nenhuma das pessoas as consideradas as mais pesadas ultrapassaram os 40 anos de idade.


É mais perigoso ser obeso mórbido do que ser submetido ao tratamento cirúrgico. Quando se indica a operação, leva-se em conta este fato.


Quais as opções de tratamento?

Segundo a literatura médica, apenas 10% dos pacientes conseguem perder peso a longo prazo com regimes alimentares e terapia comportamental. Os fracassos sucessivos dos regimes, conhecidos como "efeito sanfona", provocam problemas psicológicos e físicos. É,portanto, necessário levar em conta uma solução cirúrgica para esses pacientes.


Existem várias alternativas terapêuticas que, combinadas, conseguem significativas perdas de peso, como as dietas de baixas e muito baixas calorias, a psicoterapia, a terapia comportamental, o exercício físico e drogas como a sibutramina e o orlistat(plenty, reductil e xenical) que incrementam o arsenal terapêutico da obesidade. Porém, quando se trata de obesidade mórbida, essas medidas têm se mostrado ineficazes na maioria dos casos.


É por isso que, para indivíduos com obesidade severa, o tratamento cirúrgico é o único que promove uma acentuada e duradoura perda de peso, reduzindo as taxas de mortalidade e resolvendo, ou pelo menos minimizando, uma série de doenças associadas  à obesidade.


As operações  são de forma mais ou menos agressivas. Devido às alterações advindas da cirurgia, o paciente perde peso. As consequências das operações, os riscos, os perigos de complicar ou de morrer são muito menores do que os riscos de continuar a ser obeso mórbido. Daí indica-se o tratamento cirúrgico. No momento, nunca executar este procedimento de risco por razões estéticas. Não há embasamento científico, não há justificativa estatística, não há lógica para esta indicação.